terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Branca de neve, A verdadeira história

Nos últimos tempos, tivemos várias adaptações pro cinema baseadas em várias ideias diferentes dessa personagem das lendas infantis, além de alguns livros também. Mas como era realmente a história original? Embora a adaptação da Disney seja sombria que chegue, existem coisas ainda mais sombrias nesse conto.


Talvez ela não seja assim tão inocente...

Essa é Margarete Von Waldeck.
A primeira coisa que deve ser dita é que, provavelmente, a história da Branca de Neve nasceu de uma princesa do século XVI, chamada Margarete von Waldeck, alemã. Ela era uma moça famosa por sua beleza, e possuía uma madrasta, Katharina von Hatzfeld. O futuro Rei da Espanha, Felipe II, decidiu então se casar com Margarete, mas antes de conseguir sequer pensar no assunto, Margarete morreu envenenada. Entretanto, tirem seus cavalinhos da chuva: não, não foi a madrasta quem assassinou Margarete. Não se sabe bem ao certo como Margarete foi envenenada, mas existem muitas teorias da conspiração que dizem que não era bom para o governo de Felipe que ele se casasse com uma jovem alemã, e os espanhóis devem ter "dado um jeito de acabar com isso".
É bem possível que isso tenha inspirado os Irmãos Grimm a criarem a história original da Branca de Neve. Nela, existem alguns pontos diferentes da história da Margarete e também do filme da Disney.
1) Só o coração? Pra quê?
No filme da Disney, já sombrio, a madrasta da Branca de Neve pede que o caçador traga o coração de Branca para ela em uma caixa. No original, entretanto, além do coração, ela pede que ele leve também vários outros órgãos vitais do corpo, como pulmões, rins, fígado etc. E não se engane: a bruxa não quer fazer aquela macumbinha básica. Ela quer mesmo é COMER isso tudo! Pois é. Nojento.

Vê se faz uma boa autópsia, viu, seu caçador?
2) Um beijo de amor verdadeiro ♥ ... né?
Não... não é bem assim. Veja bem, na história original, não existe nenhum feitiço ou poção mágica na qual a maçã é embebida. Ela apenas dá uma maçã para Branca de Neve, e o "feitiço" é fazê-la se engasgar com ela. No conto original, portanto, o príncipe não BEIJA VERDADEIRAMENTE Branca de Neve e faz ela se safar da morte. Ele só coloca ela no lombo de seu cavalo, e o sacolejar faz com que o pedaço de maçã entalado se solte, e ela respire. Muita gente diz que esse príncipe era estranho (você já pensou bem no que ele iria querer fazer com uma cadáver? hehehehe Dirty Príncipe), mas é obrigação dos cristãos enterrarem qualquer morto que veem, mesmo os largados na estrada, e esse foi provavelmente o propósito inicial do conto. A sociedade ainda era regida pelo cristianismo, então deve ter sido isso.

Não vai engasgar!
3) Mas então a madrasta não cai do penhasco?
Desculpe destruir seu sonho! Não. Branca de Neve é MUITO mais cruel que isso. Ela, no conto original, como punição ao que a madrasta fez com ela até ali, obriga-a a dançar até a morte calçando sapatos de FERRO EM BRASA. Você já viu ferro em brasa? É aquilo que eles usam pra marcar gado. Pois é. Ainda mais nojento e assustador!

Veja bem o que o Walt Disney te poupou!
4) AHÁ, OS ANÕES PASSARAM ILESOS!
Não, não comemore ainda. Lembra da nossa amiga, Margarete Von Waldeck? Pois é, eis que ela ressurge nesse post. Não é de todo certo que os anões da Branca de Neve vieram daí, mas Margarete morava em um povoado famoso por suas minas e escavações. Nessas minas, normalmente quem trabalhavam eram crianças, por conseguirem passar melhor pelos acessos apertados e túneis estreitos. Entretanto, elas ficavam muito estranhas e subnutridas, já que trabalhavam muito e as reações químicas que elas realizavam pra separar os metais e pedras preciosos das paredes das minas na época eram altamente tóxicas. Por isso, elas eram esquisitas, tortas, e bem parecidas com anões. Acabei de destruir mais um dos seus sonhos de infância, né? É claro que isso vem da história "real" da Branca de Neve, e nada disso existe no conto dos Irmãos Grimm, mas não deixa de ser uma curiosidade bem macabra.

Tem certeza que eles são anões? Muahahaha!

Bom, pessoal, pra terminar esse post (que já tá grande que chegue), vou só colocar uma lista dos livros sobre a Branca que saíram nesses últimos tempos, além dos filmes.
Livros
- Branca de Neve - Os Contos Clássicos (Editora Generale, 2012)
- Branca de Neve e o Caçador (Editora Novo Conceito, 2012)
- Branca de Neve e as Sete Versões (Editora Objetiva, 2011)
Filmes
- Branca de Neve e os Sete Anões (Walt Disney, 1937)
- Branca de Neve e o Caçador (Rupert Sanders, 2012)
- Espelho, Espelho Meu (Tarsem Singh, 2012)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Um novo mundo

Aquele mundo onde só eu fazia parte, estava sendo minha válvula de escape. Não entendia o motivo das coisas acontecerem tão rapidamente, a ponto de enfrentar a mim mesmo todos os dias. Percebi que estava preso quando tentei olhar a luz do Sol e só vi vertigens. E não tirava um determinado sorriso da cabeça... Então mudei o cenário, no lugar de um bosque encantado coloquei uma selva, os insetos substituí por anfíbios gigantescos, pessoas se transformaram em monstros. Foi quando acertei. As cores não possuíam o mesmo brilho. De repente, o sorriso que insistia em não sair da minha mente era só um detalhe. A atração pelo profano me deslocou, a nossa rotina já não era a mesma. Quando pensei que estivesse sozinho, ninguém poderia estar mais acompanhado que eu. Livros não me convenciam, chegava a hora de ditar a minha própria filosofia. Se existisse uma verdade absoluta, seria a música. Ela sim nos aproxima, religião é religião. Os sentimentos de um ogro são mais sinceros que os humanos. Naquele outro universo tudo era superficial, então preferi dormir. Descobri a verdade no abstrato, aplausos pra quem consegue fazer o mesmo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

PCC (Primeiro Comando do Coração)

A Facção Criminosa mais perigosa para os orgulhosos. Sou bandido amando, a sequestro e a mantenho em cárcere privado de abraço. Vou ligar pra sua mãe pedindo resgate de permissão pra te fazer feliz. Sou bandido ao contrário, dentro do teu esconderijo uma ação de meia hora quero que dure no mínimo 2 horas. Teu suor é minha munição. Vou atirar tanto mas tanto com minha .Ponto30 que seu .PontoG não vai aguentar, será preciso do alfabeto inteiro.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jamais amasse o seu papel

Você pega um papel e começa a fazer uma história nele, e essa história está sendo perfeita, ai de repente você erra, e prefere não corrigir o erro, e por causa desse erro acaba amassando o papel e jogando ele fora no lixo.
Ai pega outro papel e começa outra história, mas essa história não está sendo tão interessante como aquela outra que você amassou e jogou fora, ai quer voltar atrás e pegar o papel que você amassou antes, ai você desamassa, e quer continuar escrevendo nele..
O papel não vai mais estar do jeito que você o encontrou, não vai mais ser como antes.
Por tanto, se sua história com alguém está sendo perfeita, não deixe que um errinho bobo estrague todo o resto, não amasse seu ''papel'', porque quando você for querer ele de volta, ele não vai mais estar do jeito que você o encontrou.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A verdadeira história da Alice

A história de Alice é, na realidade, triste. Lembrem-se que os grandes contos de fadas são de outra época, a realidade era diferente e os valores extremamente conservadores. Então, ter uma filha esquizofrênica era considerado uma aberração, um crime. Os pais de Alice decidiram deixa-la em um sanatório, e ela permanecia, na maior parte do tempo, dopada. Quando não estava sob efeito de remédios, era violentada pelos funcionários. A menina tinha apenas 11 anos. Cada um dos personagens e objetos da história, tem a ver com um desejo ou experiência de Alice. O buraco pelo qual ela entra no País das Maravilhas, é, na verdade, uma janela de seu quarto, onde ficou presa durante toda a vida, pela qual ela desejava sair e conhecer o mundo à sua volta. O coelho branco, para ela, representava o tempo. Aquele tempo que ela desejava que passasse logo, para que um dia ela pudesse sair daquele lugar. O tempo que ela via passar tão rápido, porém tão lento… O Chapeleiro Maluco, era outro interno, seu melhor amigo. Alguém que deixava sua vida no hospital menos amargurada, com quem criava várias teorias de como seria a vida lá fora. O rapaz, em realidade, sofria de Síndrome Bipolar, por isso a personalidade do Chapeleiro na história, o mostrava ora alegre, ora depressivo, ora calmo, ora irritado. A Lebre, companheira do Chapeleiro, era a menina que dividia o quarto com ele. Ela sofria de depressão profunda, e todas as vezes que Alice teve contato com ela, encontrou-a num estado de terror e paranoia. O gato de Cheshire: um dos enfermeiros, em quem Alice confiou, mas acabou por enganá-la e violenta-la. O sorriso do gato, aquele que é tão marcado, era na verdade o sorriso obscuro que seu agressor abria, cada vez que lhe abusava, e a deixava jogada em um canto de sua acomodação, derrotada, triste e ofuscada. A Rainha de Copas: a diretora do sanatório. Uma mulher má e desprezível, que não sentia sequer um pingo de compaixão para com os enfermos que estavam sob seus cuidados. Era a favor da terapia de choque e da lobotomia, e por diversas vezes ordenava que os funcionários espancassem, sedassem e prendessem em jaulas os enfermos que apresentavam comportamento que não lhe agradavam. A Rainha Branca: sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofreu na pele o preconceito de ter uma filha doente, tendo que abandonar a menina em um sanatório, e nunca mais voltar a vê-la. As vagas lembranças que Alice possuía, era de momentos com sua mãe, e o motivo dela pensar que o mundo fora dos muros do hospital era um lugar melhor, era saber que a mãe estava lá, em algum lugar, para lhe cuidar. Os Naipes: enfermeiros do hospital, apenas seguindo ordens o dia inteiro. A Lagarta Azul: sua terapeuta, aquela que lhe dava as respostas, que lhe explicava o que acontecia e com quem ela conversava. Tweedledum e Tweedledee: gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Embora não possuíssem nenhum problema mental que justificasse sua internação, a aparência que tinham era assustadora, por isso foram reclusos. O Rei de Copas: o médico psiquiatra do hospital. Alguém com complexo de inferioridade, que era incapaz de se opor às ordens da diretora. Os frascos “Coma-me” e “Beba-me”: as drogas que lhe davam. Por serem extremamente fortes, por várias vezes Alice tinha sensações diferentes e alucinações, bem como se tivesse encolhido ou aumentado de tamanho.

sábado, 8 de novembro de 2014

Eu sinto muito

Sinto muito por ter te amado tanto, mas mesmo assim, ter você ter desistido no final. Mas a vontade você não me deixava em paz, e continua sendo algo que eu não posso apagar. Você viveu em muitas partes da minha vida, e mesmo agora, continua em alguns cantos. Sinto muito por te querer tanto, e mesmo assim, não conseguir ser aquela pessoa especial que pode acordar com você todos os dias. Que pode beijar tua boca e ouvir teus sonhos. Que pode ver sua cara de sono e dizer o quanto você é linda. E também, sinto muito por saber que não posso ser seu alguém, que nem o tempo nem nada vai te trazer pra mim. Sei que você vai correr atrás das suas felicidades de uma noite só, e que um dia vai chorar por amor também, e talvez pensar na vida que deixou para trás. E sei que você vai inflar seu ego na manhã seguinte, não vai contar isso pra ninguém. Sinto muito se eu sempre te ouvia, mesmo quando você não contava, eu sempre sabia, mas nunca pude completar metade do que falta em você. Nunca fui a peça perfeita que se encaixaria perfeitamente, nunca fui a realização de seus sonhos, mas você era pra mim. Sei que você vai se declarar com meia frase qualquer pra uma pessoa qualquer só pra não ficar sozinha quando o desespero bater, também sei que essa pessoa nunca será eu. Sinto muito por mim também, por perder a noite chorando, mas fico feliz que seja por você. Fico feliz que cada pedacinho de mim tenha um pouco de você. Mas também sei que você não quer nada de mim, nem lágrimas nem nada. Quer um alguém pra te ouvir chorar, contar teus sonhos, mas não me quer contigo pra realiza-los. Eu sei. Eu sei, eu sei, eu sei. E mesmo assim, eu queria estar com você agora. Mesmo sabendo que eu estive sem ninguém, o tempo todo, mesmo do seu lado. Que meu amor chegou até você e te cuidou esse tempo todo, mas nunca conseguiu o seu amor de volta. Sinto muito por ter amado sozinho, por tentar sempre te fazer sorrir, te querer sempre feliz, eu fui egoísta e te quis só pra mim, sabendo que você nunca seria minha. Tudo que me restou, foram cicatrizes do seu ‘não me amar’, mas não doem tanto. No fundo, você ainda está sempre comigo, mesmo que só eu o veja. Mesmo que só eu sinta, mesmo que só pra mim você exista. Te fiz minha, mesmo sem poder te ter. Sinto muito por desistir de você, mas mesmo assim, nunca conseguir te deixar ir.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

preciso dizer

Pra dizer que teu amor foi daqueles que me roubou a pele, a vergonha, as vértebras, as têmperas, os búzios, os deuses, as falas, os gestos, os tempos, as vidas. Pra dizer que eu te amei demais muito mais do que supus, e que quis muito que tudo ficasse bem entre nós, mas que não foi bem assim. Dizer também que queria poder escrever mais, porém sinto atrofia e preguiça de relatar, novamente, como eu te quis, como eu me dei e como você poderia ter reagido a isso. Como tentei te salvar e por tentar te salvar, acabei me perdendo entre tantas guias e tantas ausências que nem eu sabia como suprir. Dizer que eu ainda te amo, que enquanto nada acontece, nada se resolve e você não fala, eu continuo aqui, esperando que tudo se ajeite, que você venha me roubar pela última vez e me levar daqui. Dizer que sinto uma ausência quando nós conversamos mas que você não se importa muito, e nunca se importou, se era ausência ou presença. Mas que eu te amei assim mesmo, mandando mensagem desesperado para sua irmã para ela me dizer algo de você, algo que acalmasse meu coração bravio, algo que me desse esperança de que você não havia se deixado de me amar. Pra dizer que eu escuto seu nome ao longe e choro de aflição e me escondo atrás dos escombros que jogaram em cima de mim. E que estou mais triste mais intenso e mais feliz. Mas que também choro pelas pessoas que perderam seus braços no vietnã e pelos textos que perdi quando roubaram-me de mim. Uma solidão que me roubou, uma agonia que tirou-me de mim, açoitou meus dramas e me fez viver com a ferida exposta. Pra dizer que súplico pelo seu calor entretanto não quero morrer dele, e que quero que entendas as minhas manias de fuga também. Por que não lhe disse que também sei fugir? Que também possuo pés capazes de voar? E que também tenho medo e por isso posso querer morar em outro esconderijo, que não você? Pra dizer que eu te amo eu te amo eu te amo, tanto que não posso mensurar, e é até pecado escrever, porque podem roubá-lo de mim. Pra dizer que teu corpo é como um oceano que margeia uma ilha deserta e que seus lábios são coxas de anjos que viraram poemas em algum lugar da terra. Pra falar que sinto uma inenarrável vontade de voltar no começo, no princípio, naquilo que foi de uma paz imensa, naquilo que causou um espantamento, no que foi mais do que amor. Aonde foi mais do que amor. Incomparável amor. Dedução ilógica de um sofrimento que não planejo mas que vem e sopra tudo e todos em cima da minha ferida - aberta, chamada seu nome.