Uma semana no hospital, minhas distrações são
facebook, livro e pensamentos. Tenho lido tanta coisa, fico tão
decepcionada. Olhem esta foto e me digam se é possível esquecer isso?
Sei que cada pessoa lida com luto de uma maneira. Sei que vão
dizer "deixem-os descansar em paz". Sei também que serei muito
criticada por este post, mas preciso desabafar, quem sabe eu consiga
fazer algumas pessoas reverem seus conceitos e opiniões.
Já ouvi que
esta história já deu, que é uma lenga-lenga e coisas deste tipo. A vida
deve seguir? Com certeza, 241 anjinhos que amam suas famílias, seus
amigos, querem que sigamos, e nós vamos! Mas esquecer? Jamais!
Quando ficamos praticamente implorando participação das pessoas nos
movimentos, somos muito criticados, bloqueiam nossas publicações. Mas
quero que cada um que tirou esse tempo pra ler, pare e pense: a justiça
foi feita? os locais públicos estão sendo fiscalizados devidamente?
vocês se sentem seguros em todo lugar que vão? algumas pessoas deixaram
de ser gananciosas por medo de que aconteça isso no local onde são
donos? Não é porque vocês estão vendo um ou dois extintores de incêndio,
em locais onde não havia, que estão seguros. Parem e reflitam. 241
vidas poderiam ter sido salvas se houvesse preocupação uns com os
outros. Peguem 241 objetos nas suas casas e coloquem todos juntos, é um
número grande né? Poisé, e são exatamente esses 241 corações que pararam
de bater que fazem falta nas nossas vidas. Nas de vocês, que não tem
nada a ver com a tragédia, também. 241 menos pessoas, que em algum
momento das suas vidas, poderiam lhe ajudar, a maioria era estudante,
vão haver menos médicos, dentistas, advogados, engenheiros, enfim,
pensem se cada um deles conseguisse ajudar umas 10 pessoas, quantos
seriam ajudados? Muitos. Então sim, eles fazem falta para quem convivia e
também para quem nem os conhecia.
Pais, mães, irmãos, amigos, o que
vocês sentiriam se às 4h da manhã recebessem uma ligação dizendo que
uma pessoa que você ama está morta, e logo depois descobre que ela foi
assassinada, pela ganância e pela irresponsabilidade!
Eu não estou fazendo drama, só pedindo um pouco do tempo de vocês para se colocarem no lugar dos que ficaram, dos que sofrem.
Eu concordo quando dizem que o andar é para frente, que devemos seguir a
vida e deixá-los seguir. O que não concordo, é que a comoção pública
tenha sido somente inicial, ou por interesse. O que vocês acham que os
culpados querem? Que a poeira baixe, vai facilitar pra eles, e a nossa
justiça fica onde? Vamos nos calar, acatar ao "o Brasil é assim mesmo"?
Se disserem sim a isso, esperem por mais mortes, talvez as nossas.
Acorda Brasil! Cadê aquela união inicial? Foi uma das maiores tragédias
do país, vamos deixar isto acontecer novamente?
Eu, infelizmente,
estava lá. Vou contar a vocês, tenho certeza de que nada pior que isso
pode me acontecer. Fogo, fumaça, desespero. Gritei durante 2 horas o
nome do meu namorado no meio da fumaça, quando constatei que ele não
tinha saído, tentei entrar, se ele não saísse eu também queria ficar lá.
Fui arrancada por um bombeiro. Mas meu coração ficou lá dentro. E assim
se sentem 241 famílias. E poderia ser qualquer um de vocês.
Dói. Dói todos os dias.
Todo dia 27 de cada mês, haverá mobilização. Eu estarei lá, posso estar
sozinha, mas vou estar lá. Até que a justiça seja feita. Acho que não
vai atrapalhar ninguém, uma vez no mês, por algumas horas ser solidário,
faz um bem enorme!
Tudo gira em torno do dinheiro, infelizmente. Até quando?
Fiscalizem, exijam seus direitos. E se coloquem no nosso lugar. Fiz muitas perguntas né, mas isso é para que todos reflitam.
Segunda maior tragédia do Brasil.
E pergunto de novo quando olham para essa foto, podemos deixar isso cair no esquecimento? Se imaginem ali dentro tentando sair.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A morte existe ? que nada.
A
ciência comprovou que no momento em que uma pessoa morre, o córtex do
cérebro, responsável pela consciência, acelera duas vezes mais rápido do
que a sua atividade normal, e devido à isso, as pessoas começam a
enxergar quem já se foi, se encontrando com elas. Talvez a morte seja a
vida acelerada biologicamente, na transmutação do espírito para outro
plano, assim como a vida, agora também acredito que a morte seja apenas
um estado de passagem rápido.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A Má (Drasta)
-
Mariana, minha filha, esta será a sua nova mãe! – fala o pai, com um
sorriso encantador, enquanto se agacha e abraça a filha, com ternura.
Mariana olha para a mulher bela e elegante que está à sua frente e sente
um arrepio percorrer a sua coluna vertebral. Que olhar é aquele? Que
sorriso é este, meu bom Deus?
- Venha dar um abraço na mamãe! – e ela abre os braços, parecendo um abutre de asas abertas, pronto para devorar a sua presa.
- Ninguém vai substituir a minha mãe! Você não é a minha mãe! – grita Mariana, colocando raiva na voz; desvencilha-se dos braços do pai e sobe as escadas, correndo.
- Mariana, volte aqui...
- Deixe-a, meu amor! – fala Letícia, colocando doçura na voz, interrompendo-o. - Ela vai precisar de um tempo para se acostumar! Precisamos ser pacientes e eu terei todo o tempo do mundo para conquistá-la.
- Ah... como você é linda e meiga, meu anjo! – e Fernando puxa Letícia e a envolve num afetuoso abraço.
No quarto, abraçada ao retrato da mãe, Mariana chora de forma convulsa, enquanto murmura: - Ninguém... vai... substituir... você... mamãe! – e as lágrimas descem copiosas, salgadas e hidratam os seus lábios ressequidos. – Eu te juro! Pela minha vida!
Batidas suaves na porta e a voz carinhosa do pai: - Mariana, posso entrar? – Entra, sem esperar pela resposta, senta na cama e coloca a filha no colo. – Minha filha... você precisa entender... já faz dois anos que a mamãe morreu... o papai amava muito a mamãe... mas o papai não pode continuar sozinho...
- Você não está sozinho! - Mariana se agarra a ele, em desesperado choro. – A mamãe e eu estamos com você! Nós vamos estar sempre com você...
- Mariana... a mamãe morreu! – e ele a sacode com ternura. – Acorda, filhinha! A vida precisa continuar...
- Papai, por favor, não faz isso comigo! – e se agarra, trêmula, a ele. – Aquela mulher não presta! Eu vi... eu senti isso! Não traga ela para dentro desta casa, papai! Por favor... por favor!
- Filhinha... chega! – há ira na sua voz. – Você tem apenas sete anos e nada sabe da vida! A Letícia será a sua nova mãe e ponto final! Vá se acostumando com a ideia...
- Mas... papai...
- Chega, minha filha! Não toque mais neste assunto! E agora, durma! – dá-lhe um suave beijo na testa e sai do quarto. Desce a escada e Letícia o recebe com um sorriso encantador.
- Venha dar um abraço na mamãe! – e ela abre os braços, parecendo um abutre de asas abertas, pronto para devorar a sua presa.
- Ninguém vai substituir a minha mãe! Você não é a minha mãe! – grita Mariana, colocando raiva na voz; desvencilha-se dos braços do pai e sobe as escadas, correndo.
- Mariana, volte aqui...
- Deixe-a, meu amor! – fala Letícia, colocando doçura na voz, interrompendo-o. - Ela vai precisar de um tempo para se acostumar! Precisamos ser pacientes e eu terei todo o tempo do mundo para conquistá-la.
- Ah... como você é linda e meiga, meu anjo! – e Fernando puxa Letícia e a envolve num afetuoso abraço.
No quarto, abraçada ao retrato da mãe, Mariana chora de forma convulsa, enquanto murmura: - Ninguém... vai... substituir... você... mamãe! – e as lágrimas descem copiosas, salgadas e hidratam os seus lábios ressequidos. – Eu te juro! Pela minha vida!
Batidas suaves na porta e a voz carinhosa do pai: - Mariana, posso entrar? – Entra, sem esperar pela resposta, senta na cama e coloca a filha no colo. – Minha filha... você precisa entender... já faz dois anos que a mamãe morreu... o papai amava muito a mamãe... mas o papai não pode continuar sozinho...
- Você não está sozinho! - Mariana se agarra a ele, em desesperado choro. – A mamãe e eu estamos com você! Nós vamos estar sempre com você...
- Mariana... a mamãe morreu! – e ele a sacode com ternura. – Acorda, filhinha! A vida precisa continuar...
- Papai, por favor, não faz isso comigo! – e se agarra, trêmula, a ele. – Aquela mulher não presta! Eu vi... eu senti isso! Não traga ela para dentro desta casa, papai! Por favor... por favor!
- Filhinha... chega! – há ira na sua voz. – Você tem apenas sete anos e nada sabe da vida! A Letícia será a sua nova mãe e ponto final! Vá se acostumando com a ideia...
- Mas... papai...
- Chega, minha filha! Não toque mais neste assunto! E agora, durma! – dá-lhe um suave beijo na testa e sai do quarto. Desce a escada e Letícia o recebe com um sorriso encantador.
* * * * *
A
igreja está cheia de convidados. No altar, Fernando saltita
nervosamente, olha com frequência para a entrada da igreja,
impaciente... Quando a porta se abre e Letícia aparece em seu primoroso
vestido de noiva, o coração dele dispara e o seu rosto se abre no mais
belo sorriso. Cúmplice, a noiva devolve-lhe um sorriso encantador. Ela
está deslumbrante, ele pensa, enquanto caminha ao seu encontro.
Recebe-a, beija-lhe a testa e dirigem-se para o altar.
A dama de honra entra com as alianças. Sua fisionomia contrasta com as fisionomias reinantes; não há brilho no seu olhar, não há sorriso em seu rosto... Ela não queria trazer as alianças, mas o pai a obrigou. Ela entra lentamente, como se quisesse adiar para sempre aquele terrível momento. De repente, o olhar dela se encontra com o olhar de Letícia e ela sente um arrepio percorrer todo o seu corpo. Há uma maldade satânica naquele olhar. Mariana fica paralisada pelo medo...
- Venha, ternura do papai! – anima-a Fernando, com o mais doce sorriso.
- Venha, querida! – e Letícia lhe dirige um belo sorriso, mas os seus olhos fuzilam...
Mariana se aproxima... entrega para o padre a almofadinha rosa, em forma de coração, na qual estão entrelaçadas as duas alianças... duas lágrimas cristalinas despencam dos seus olhos.
- Se alguém tem conhecimento de alguma coisa que possa impedir esse casamento, que fale agora, ou se cale para sempre! – sentencia o padre, com voz grave.
- Eu tenho!
Todos os olhares se voltam para a pequena Mariana; há um assombro estampado em cada rosto. A incredulidade toma conta de todos os presentes.
- O que é que você tem contra, meu anjo? – pergunta o padre, agora com doçura na voz e um sorriso divertido no rosto.
- Ela é uma mulher má! – responde Mariana e aponta o dedo indicador da mão direita para o rosto de Letícia. – Ela vai me matar! – olha nos olhos de Letícia, sofre um estremecimento, abaixa a cabeça...
- Ora... ora... – o padre sorri, divertido, e a seguir, estende a mão sobre o casal. – Eu os declaro marido e mulher!
Durante a festa, Mariana se recolhe num canto mais sombrio do salão. Repentinamente, Letícia se aproxima dela, agacha, segura os seus ombros com força e diz, por entre os dentes: - Depois nós duas vamos acertar as nossas contas! - e ao perceber que Fernando se aproxima, acaricia as bochechas dela e fala com ternura: - Eu gosto muito de você, Mariana; nós vamos ser grandes amigas! – e sorri um sorriso metálico e olha para ela com ódio intenso. Mariana estremece... se encolhe...
A dama de honra entra com as alianças. Sua fisionomia contrasta com as fisionomias reinantes; não há brilho no seu olhar, não há sorriso em seu rosto... Ela não queria trazer as alianças, mas o pai a obrigou. Ela entra lentamente, como se quisesse adiar para sempre aquele terrível momento. De repente, o olhar dela se encontra com o olhar de Letícia e ela sente um arrepio percorrer todo o seu corpo. Há uma maldade satânica naquele olhar. Mariana fica paralisada pelo medo...
- Venha, ternura do papai! – anima-a Fernando, com o mais doce sorriso.
- Venha, querida! – e Letícia lhe dirige um belo sorriso, mas os seus olhos fuzilam...
Mariana se aproxima... entrega para o padre a almofadinha rosa, em forma de coração, na qual estão entrelaçadas as duas alianças... duas lágrimas cristalinas despencam dos seus olhos.
- Se alguém tem conhecimento de alguma coisa que possa impedir esse casamento, que fale agora, ou se cale para sempre! – sentencia o padre, com voz grave.
- Eu tenho!
Todos os olhares se voltam para a pequena Mariana; há um assombro estampado em cada rosto. A incredulidade toma conta de todos os presentes.
- O que é que você tem contra, meu anjo? – pergunta o padre, agora com doçura na voz e um sorriso divertido no rosto.
- Ela é uma mulher má! – responde Mariana e aponta o dedo indicador da mão direita para o rosto de Letícia. – Ela vai me matar! – olha nos olhos de Letícia, sofre um estremecimento, abaixa a cabeça...
- Ora... ora... – o padre sorri, divertido, e a seguir, estende a mão sobre o casal. – Eu os declaro marido e mulher!
Durante a festa, Mariana se recolhe num canto mais sombrio do salão. Repentinamente, Letícia se aproxima dela, agacha, segura os seus ombros com força e diz, por entre os dentes: - Depois nós duas vamos acertar as nossas contas! - e ao perceber que Fernando se aproxima, acaricia as bochechas dela e fala com ternura: - Eu gosto muito de você, Mariana; nós vamos ser grandes amigas! – e sorri um sorriso metálico e olha para ela com ódio intenso. Mariana estremece... se encolhe...
* * * * *
-
Meu bem – diz Letícia – eu tenho observado a Mariana tão calada! Ela
parece amedrontada... De que essa menina tem medo? Se eu souber, quem
sabe eu posso ajudá-la a vencer os seus fantasmas? – e Letícia coloca as
mãos de Fernando sobre os seus seios enrijecidos.
- Amor, você é muito meiga! – e Fernando se delicia, distraído, com os mamilos intumescidos. – A minha menina só tem medo de barata e de escuro.
- Fique tranqüilo, meu amor! – e Letícia se posiciona sobre ele. – Eu vou ajudá-la a vencer os seus medos! – e começa a se movimentar e Fernando é invadido por uma onda de prazer.
- Meu Deus! Como você é boa! – suspira, ofegante. – E pensar que ela me procurou, apavorada, dizendo que você quer matá-la...
- Ah... Crianças... Crianças não sabem o que falam! – e Letícia sela a boca de Fernando com um beijo apaixonado.
Três dias depois, durante o jantar, subitamente Letícia pergunta:
- Amor, você tem observado como a Mariana está estranha?
Mariana abaixa os olhos, apavorada, começa a tremer...
- Ela está apenas mais calada, meu bem! – fala Fernando, partindo um suculento bife. – Não está sendo fácil pra ela...
- Mas ela precisa falar tanta asneira? – interrompe Letícia, friamente.
- Como assim, besteira? – surpreende-se, Fernando.
- Ontem eu ouvi ela dizer que vai se matar pra se encontrar com a mãe...
- Isso é verdade, Mariana? – pergunta Fernando, levantando-se, pegando o paletó no encosto da cadeira e vestindo-o.
- É mentira dessa bruxa! – grita Mariana, trêmula, em prantos, e sobe a escada correndo.
- Mariana, volte aqui!
- Pode deixar, meu bem! Vá para a sua reunião! Depois eu converso com ela.
- Obrigado, meu amor! – e Fernando a beija e sai.
- Amor, você é muito meiga! – e Fernando se delicia, distraído, com os mamilos intumescidos. – A minha menina só tem medo de barata e de escuro.
- Fique tranqüilo, meu amor! – e Letícia se posiciona sobre ele. – Eu vou ajudá-la a vencer os seus medos! – e começa a se movimentar e Fernando é invadido por uma onda de prazer.
- Meu Deus! Como você é boa! – suspira, ofegante. – E pensar que ela me procurou, apavorada, dizendo que você quer matá-la...
- Ah... Crianças... Crianças não sabem o que falam! – e Letícia sela a boca de Fernando com um beijo apaixonado.
Três dias depois, durante o jantar, subitamente Letícia pergunta:
- Amor, você tem observado como a Mariana está estranha?
Mariana abaixa os olhos, apavorada, começa a tremer...
- Ela está apenas mais calada, meu bem! – fala Fernando, partindo um suculento bife. – Não está sendo fácil pra ela...
- Mas ela precisa falar tanta asneira? – interrompe Letícia, friamente.
- Como assim, besteira? – surpreende-se, Fernando.
- Ontem eu ouvi ela dizer que vai se matar pra se encontrar com a mãe...
- Isso é verdade, Mariana? – pergunta Fernando, levantando-se, pegando o paletó no encosto da cadeira e vestindo-o.
- É mentira dessa bruxa! – grita Mariana, trêmula, em prantos, e sobe a escada correndo.
- Mariana, volte aqui!
- Pode deixar, meu bem! Vá para a sua reunião! Depois eu converso com ela.
- Obrigado, meu amor! – e Fernando a beija e sai.
* * * * *
Letícia
abre a porta do quarto de forma brusca. Mariana se encolhe na cama e
tenta esconder o retrato da mãe, que traz junto ao peito.
- Saia do meu quarto, sua bruxa! – grita com voz trêmula.
- Vejo que você está com saudades da mamãe! – sua voz é irônica. - Vamos resolver isso agora, sua menina vadia! – e seus olhos adquirem uma expressão satânica. Aproxima-se, pega Mariana pelos cabelos e a arrasta escada abaixo, evitando que ela se machuque.Para diante da porta do quarto da empregada, abre, empurra Mariana, entra, abre o armário e tira de dentro dele um grande vidro, contendo inúmeras baratas vivas. Mariana entra em pânico; todo o seu corpo treme de forma incontrolável. Letícia tranca a porta e ameaça abrir o vidro...
- Não faça isso, pelo amor de Deus! – suplica Mariana, em pranto convulso.
- São só umas baratinhas, meu amor! – Letícia sorri, de forma insana. – Olhe para cima! – Mariana olha, involuntariamente. – A titia tirou a lâmpada... baratas não gostam de claridade... a titia vai deixar você e elas trancadas aqui dentro, por duas horas! Depois a titia vem libertar você! – e começa a abrir a tampa do vidro, com uma expressão demoníaca no rosto.
- Não faça isso! – chora descontrolada. – Eu faço o que você quiser, mas não faça isso comigo!
- Você fará tudo que eu quiser? – seus olhos brilham febris.
- Sim...
Letícia tira da bolsa um caderno, com motivos infantis, e uma caneta; estende-as na direção de Mariana e ordena:
- Escreva aí: “Papai... fui encontrar com a mamãe...”
- Só isso? – pergunta Mariana, mais calma.
- Só isso, meu bem! – responde Letícia, com um sorriso vitorioso.
Mariana escreve e entrega para Letícia. Letícia guarda dentro da bolsa, calça longas luvas de borracha, pega Mariana novamente pelos cabelos e se dirige para os fundos da casa. Aproxima-se da piscina e pula dentro, juntamente com Mariana. Afunda a cabeça dela dentro da água e segura. Sente que as mãozinhas dela, em desespero, apertam o seu braço, arranham a luva... a força vai diminuindo... diminuindo...
- Saia do meu quarto, sua bruxa! – grita com voz trêmula.
- Vejo que você está com saudades da mamãe! – sua voz é irônica. - Vamos resolver isso agora, sua menina vadia! – e seus olhos adquirem uma expressão satânica. Aproxima-se, pega Mariana pelos cabelos e a arrasta escada abaixo, evitando que ela se machuque.Para diante da porta do quarto da empregada, abre, empurra Mariana, entra, abre o armário e tira de dentro dele um grande vidro, contendo inúmeras baratas vivas. Mariana entra em pânico; todo o seu corpo treme de forma incontrolável. Letícia tranca a porta e ameaça abrir o vidro...
- Não faça isso, pelo amor de Deus! – suplica Mariana, em pranto convulso.
- São só umas baratinhas, meu amor! – Letícia sorri, de forma insana. – Olhe para cima! – Mariana olha, involuntariamente. – A titia tirou a lâmpada... baratas não gostam de claridade... a titia vai deixar você e elas trancadas aqui dentro, por duas horas! Depois a titia vem libertar você! – e começa a abrir a tampa do vidro, com uma expressão demoníaca no rosto.
- Não faça isso! – chora descontrolada. – Eu faço o que você quiser, mas não faça isso comigo!
- Você fará tudo que eu quiser? – seus olhos brilham febris.
- Sim...
Letícia tira da bolsa um caderno, com motivos infantis, e uma caneta; estende-as na direção de Mariana e ordena:
- Escreva aí: “Papai... fui encontrar com a mamãe...”
- Só isso? – pergunta Mariana, mais calma.
- Só isso, meu bem! – responde Letícia, com um sorriso vitorioso.
Mariana escreve e entrega para Letícia. Letícia guarda dentro da bolsa, calça longas luvas de borracha, pega Mariana novamente pelos cabelos e se dirige para os fundos da casa. Aproxima-se da piscina e pula dentro, juntamente com Mariana. Afunda a cabeça dela dentro da água e segura. Sente que as mãozinhas dela, em desespero, apertam o seu braço, arranham a luva... a força vai diminuindo... diminuindo...
* * * * *
-Alô?
- Fernando? – a voz era trêmula, hesitante... – Venha para casa, meu amor!
- Aconteceu alguma coisa? – sente o coração pulsar descompassado.
- A Mariana... a Mariana... – um choro convulso é tudo o que ele ouve.
Quando Fernando chega e vê o corpo da sua querida filha inerte, dentro da piscina, entra em desespero. Pula na água, pega a filha no colo, beija-a, apaixonadamente.
- Minha filha... minha filha... – é tudo que consegue balbuciar. Sai da piscina, com a filha nos braços. Seu rosto é a pura expressão da dor. Em silêncio, com lágrima nos olhos, Letícia pousa a mão direita sobre o ombro dele. A ambulância chega e o médico, silenciosamente, acolhe o corpo sem vida de Mariana, coloca-o sobre a maca, ausculta e olha para o chão. Não há mais nada a fazer.
Fernando sobe a escada, amparado por Letícia. Abre a porta, entra novamente em um choro desesperado. Assenta-se na cadeira da filha e, atônito, lê a mensagem deixada por ela em pequenas letras desenhadas, trêmulas... “Papai... fui encontrar com a mamãe...”
O choro rompe mais forte... as mãos trêmulas seguram o bilhete...
Carinhosamente, Letícia tira o bilhete de suas mãos, beija as lágrimas que escorrem pela sua face e o abraça. Fernando se deixa abraçar e se entrega – com toda a sua dor – a esta manifestação de solidariedade, carinho, amor...
- Fernando? – a voz era trêmula, hesitante... – Venha para casa, meu amor!
- Aconteceu alguma coisa? – sente o coração pulsar descompassado.
- A Mariana... a Mariana... – um choro convulso é tudo o que ele ouve.
Quando Fernando chega e vê o corpo da sua querida filha inerte, dentro da piscina, entra em desespero. Pula na água, pega a filha no colo, beija-a, apaixonadamente.
- Minha filha... minha filha... – é tudo que consegue balbuciar. Sai da piscina, com a filha nos braços. Seu rosto é a pura expressão da dor. Em silêncio, com lágrima nos olhos, Letícia pousa a mão direita sobre o ombro dele. A ambulância chega e o médico, silenciosamente, acolhe o corpo sem vida de Mariana, coloca-o sobre a maca, ausculta e olha para o chão. Não há mais nada a fazer.
Fernando sobe a escada, amparado por Letícia. Abre a porta, entra novamente em um choro desesperado. Assenta-se na cadeira da filha e, atônito, lê a mensagem deixada por ela em pequenas letras desenhadas, trêmulas... “Papai... fui encontrar com a mamãe...”
O choro rompe mais forte... as mãos trêmulas seguram o bilhete...
Carinhosamente, Letícia tira o bilhete de suas mãos, beija as lágrimas que escorrem pela sua face e o abraça. Fernando se deixa abraçar e se entrega – com toda a sua dor – a esta manifestação de solidariedade, carinho, amor...
terça-feira, 7 de maio de 2013
Declaração de um homem apaixonado
Bela moça que almejo
Que ocupa meu pensamento
Conheces meus desejos
És a dona dos meus sentimentos
Veio de longe, só de passagem
E atracou em meu peito
Me descobriu em sua viagem
E tornou meu mundo perfeito
Moça linda e talentosa
Será que podes me perdoar?
Te trouxe apenas esta rosa
Na esperança de te encantar
Meu pensamento me governa
Me conduz até você
A semente do amor germina para ser eterna
Tendo nossos corações em seu poder
Moça que veio de um lugar distante
Como poderia eu não me encantar?
Penso em ti a todo instante
Sonhando em poder te buscar
Te trago em meu sossego
Pra viver comigo minha vida
Te peço que não tenha medo
Pois meu mundo é feito de poesias
Conheces meus desejos
És a dona dos meus sentimentos
Veio de longe, só de passagem
E atracou em meu peito
Me descobriu em sua viagem
E tornou meu mundo perfeito
Moça linda e talentosa
Será que podes me perdoar?
Te trouxe apenas esta rosa
Na esperança de te encantar
Meu pensamento me governa
Me conduz até você
A semente do amor germina para ser eterna
Tendo nossos corações em seu poder
Moça que veio de um lugar distante
Como poderia eu não me encantar?
Penso em ti a todo instante
Sonhando em poder te buscar
Te trago em meu sossego
Pra viver comigo minha vida
Te peço que não tenha medo
Pois meu mundo é feito de poesias
O Troco
Sir ALEIXENKO OITAVO Primeiro Ministro do
Reino de Gorobixaba entra no RESMUNGO - Restaurante Municipal de
Gorobixaba e vê ESPERTÂNIA, uma mulher muito bonita sozinha numa mesa.
Ele se aproxima e pergunta:
— Estou vendo você sozinha nessa mesa. Posso sentar-me e fazer-lhe companhia?
Ao que ESPERTÂNIA retruca bem alto:
— Trepar comigo? Você está pensando que eu sou o quê?
Sir ALEIXENKO ficou vermelho que nem um peru e voltou de fininho para sua mesa, diante dos olhares gozadores de todos no restaurante.
Alguns minutos depois a mulher se levanta e vai até a mesa dele.
— Me desculpe pela forma como o tratei ainda há pouco! É que sou psicóloga e estou fazendo um trabalho sobre a reação das pessoas diante de situações inusitadas e...
O Primeiro Ministro simplesmente a interrompe gritando:
— Mil reais? Você está maluca? Nenhuma puta vale tudo isso!
— Estou vendo você sozinha nessa mesa. Posso sentar-me e fazer-lhe companhia?
Ao que ESPERTÂNIA retruca bem alto:
— Trepar comigo? Você está pensando que eu sou o quê?
Sir ALEIXENKO ficou vermelho que nem um peru e voltou de fininho para sua mesa, diante dos olhares gozadores de todos no restaurante.
Alguns minutos depois a mulher se levanta e vai até a mesa dele.
— Me desculpe pela forma como o tratei ainda há pouco! É que sou psicóloga e estou fazendo um trabalho sobre a reação das pessoas diante de situações inusitadas e...
O Primeiro Ministro simplesmente a interrompe gritando:
— Mil reais? Você está maluca? Nenhuma puta vale tudo isso!
CRIME ESPIRITUAL
Quarto eivado, faz-se o swing
À trocar energias, almas no ringue
Ojeriza minha poesia que distingue
O erro do desejo podre restringe
Toda a beleza! Vingo palavras pelo céu
A obsessão finda a impureza do motel
Não é noite de núpcias, é a nojeira cruel
De quem se assujeitou vejo a aura com véu
Não escrevo pela razão, por isso eu perplexo
Sei que sem amor o simples torna-se complexo
Auro as tentações fabricando minha calma
Existe a triste troca de energia no sexo
Transar por transar não tem nexo
É cometer crime contra a própria alma!
À trocar energias, almas no ringue
Ojeriza minha poesia que distingue
O erro do desejo podre restringe
Toda a beleza! Vingo palavras pelo céu
A obsessão finda a impureza do motel
Não é noite de núpcias, é a nojeira cruel
De quem se assujeitou vejo a aura com véu
Não escrevo pela razão, por isso eu perplexo
Sei que sem amor o simples torna-se complexo
Auro as tentações fabricando minha calma
Existe a triste troca de energia no sexo
Transar por transar não tem nexo
É cometer crime contra a própria alma!
sábado, 4 de maio de 2013
Em algum lugar eu vou estar
Em algum lugar, na noite inquieta,
Enquanto você trava sua luta solitária,
Será que você vai se lembrar?
Estou de novo ao seu lado.
Como já estive em outros dias,
Quando trilhamos caminhos melhores.
É verdade que eu não posso tocar a sua mão,
Mas sei que você compreenderá.
O amor não depende do lugar,
Mas só de olhar um para o outro.
O amor é coisa do coração.
E mesmo vivendo separados,
Aí nunca é longe daqui.
E aqui nunca é longe daí,
Para quem gosta de verdade.
Então, se você me amou, não sofra,
Os que amam, acreditam.
Se precisar de mim, basta chamar.
Afinal, estou com você.
Enquanto você trava sua luta solitária,
Será que você vai se lembrar?
Estou de novo ao seu lado.
Como já estive em outros dias,
Quando trilhamos caminhos melhores.
É verdade que eu não posso tocar a sua mão,
Mas sei que você compreenderá.
O amor não depende do lugar,
Mas só de olhar um para o outro.
O amor é coisa do coração.
E mesmo vivendo separados,
Aí nunca é longe daqui.
E aqui nunca é longe daí,
Para quem gosta de verdade.
Então, se você me amou, não sofra,
Os que amam, acreditam.
Se precisar de mim, basta chamar.
Afinal, estou com você.
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